Fonte: ETC Brasil


Não é de hoje que reforçamos, aqui em nosso blog, a importância do uso do BIM no Brasil. 

Do inglês Building Information Modeling, Modelagem da Informação da Construção, é um processo que começa com a criação de um modelo 3D inteligente e permite o gerenciamento, coordenação e simulação de documentos durante todo o ciclo de vida de um projeto.

Ele é usado para projetar e documentar projetos de construção e infraestrutura. Ao detalhar cada modelo, a análise torna-se fácil, uma vez que explora diferentes opções de projeto e cria diversas visualizações que ajudam as partes interessadas a entenderem como será antes de ser construído.

Imagina a praticidade que traria para nossa construção civil!

Por isso, de acordo com o Decreto nº 10.306 de 2 de abril de 2020, a partir deste mês, o BIM deverá ser utilizado na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia realizada pelos órgãos e pelas entidades da administração pública federal.

Por que o seu uso é uma das mais fortes tendências?

1) De acordo com a ONU, a população mundial será de 9,7 bilhões em 2050. Logo, a indústria global de AEC deve buscar formas mais inteligentes e eficientes de projetar e construir, não apenas como um meio de acompanhar a demanda global, mas também para ajudar a criar espaços que sejam mais inteligentes e resilientes;

2) Incentiva o desenvolvimento do setor de construção: traz mais economicidade para as compras públicas, maior transparência aos processos licitatórios e pretende-se contribuir para a otimização de processos de manutenção e gerenciamento de ativos;

3) Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ao usá-lo, a expectativa é de que haja um aumento de 10% na produtividade do setor e uma redução de custo que pode chegar a 20%;

4) A ABDI indica, ainda, que se metade da cadeia da construção adotar a plataforma até 2028, haverá ganho de 7 pontos percentuais do PIB do setor – como a iniciativa pretende aumentar em dez vezes a implantação da plataforma BIM, espera-se que 50% do PIB da construção civil utilize a metodologia até 2024.

Comitê Estratégico BIM BR

Ao chegarem à proposta de disseminação, ele exigiu que as compras do BIM pelo Poder Público sejam feitas de forma escalonada. Por isso, criaram prazos para essa implementação e dividiram-nas em três etapas:

Jan/2021: exigência na elaboração de modelos para a arquitetura e engenharia nas disciplinas de estrutura, hidráulica, AVAC e elétrica, na detecção de interferências, na extração de quantitativos e na geração de documentação gráfica;

Jan/2024: os modelos deverão contemplar algumas etapas que envolvem a obra, como o planejamento da execução, orçamentação e atualização dos modelos e de suas informações como construído (“as built”);

Jan/2028: abrangerá todo o ciclo de vida da obra ao considerar atividades do pós-obra. Será aplicado, no mínimo, nas construções novas, reformas, ampliações ou reabilitações, quando consideradas de média ou grande relevância.

Definiu, também, ações estratégicas, diretrizes e informações. Entre elas, destacam-se:

  • Coordenar a estruturação do setor público para adotar a plataforma BIM;
  • Criar condições favoráveis para o investimento, público e privado;
  • Estimular a capacitação dos profissionais;
  • Propor normas que estabeleçam parâmetros para as compras e as contratações públicas;
  • Desenvolver normas técnicas, guias e protocolos específicos sobre a plataforma BIM;
  • Desenvolver a Plataforma e a Biblioteca Nacional BIM;
  • Estimular o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias relacionadas ao BIM;
  • Incentivar a concorrência no mercado por meio de padrões neutros de interoperabilidade.

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